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A carência de atendimento médico de urgência na UFRN

Por Marcelha Pereira e Marcelo Rocha


A equipe Grupert, há algumas semanas, recebeu denúncia em relação à falta de atendimento médico de urgência para alunos no campus da UFRN-Natal. A aluna de Radialismo, Fernanda Santos, disse que quando teve uma forte crise de asma e precisou de apoio médico, foi difícil de achar. Seus colegas foram orientados pelo segurança do Departamento de Comunicação (Decom) a levarem-na para a Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS), a qual fica perto do Departamento de Artes (DEART). Chegando lá, teve dificuldades para ser atendida por ser aluna, não servidora. Somente depois de algum tempo conseguiu ser medicada, mas com certa relutância. 

Ao procurar a Coordenadoria de Atenção à Saúde do Estudante (CASE), na Reitoria da Universidade, fomos informados pela psicóloga, Isabelly, e pela bolsista, Raquel, de que realmente a UFRN não possui centro de atendimento médico de urgência. A CASE somente direciona para hospitais de Natal, que tenham convênio com a UFRN, os alunos de baixa renda que precisam de atendimento básico – como consulta com oftalmologista ou algum outro apoio médico.

No Mato Grosso do Sul, desde 2014, há lei que exige a implantação nas universidades de posto médico para atendimento emergencial e de primeiros socorros depois que uma aluna de arquitetura morreu nos corredores de uma universidade em Campo Grande. Porém, não há nenhuma medida nacional que obrigue todas as instituições a possuírem postos de atendimentos. A responsabilidade cabe a cada estado e município. E não somente na UFRN, mas em outras universidades pelo Brasil, há a falta de estrutura médica para o socorro dos alunos.

Fizemos uma entrevista com o aluno de Jornalismo, Leandro Lima, o qual também é estudante do curso de Logística no IFRN. Ele comentou que em cada campus do Instituto Federal possui centro de atendimento médico. No centro, 5 profissionais da saúde estão prontos para fornecer apoio: dois enfermeiros, um médico geral, um psicólogo e um dentista. Qualquer aluna ou aluno que venha a passar mal será atendida (o) na hora. Vendo a assistência que é dada nos campus dos Institutos Federais, a falta dela é sentida no campus da UFRN-Natal.

Na Universidade, casos simples ocorrem diariamente: alguém precisando de remédio para dor de cabeça, cólica ou dor de barriga. Porém, casos mais sérios, como foi o caso da Fernanda Santos, estão sujeitos a acontecer. A implantação de posto de atendimento, e o aviso aos alunos de que ele existe, é fundamental. É direito da aluna e do aluno receber assistência médica no local onde estuda, o atendimento rápido – e especializado – pode salvar uma vida. 

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