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1º Semana de Jornalismo: 3º dia

Por Lucas Cortez e João Pedro Patrício

Foto: Ruth Andrade
O terceiro dia da 1ª Semana de Jornalismo da UFRN foi composto por diversas atividades realizadas durante todos os turnos da quarta-feira (10). O dia começou com o minicurso A cobertura jornalística de ciências, ministrado por Mônica Costa, do Portal Nossa Ciência, e com uma visita técnica à Comunica,  a superintendência de comunicação da UFRN (local onde funciona a Agencia de Comunicação (Agecom) e a Televisão Universitária (TVU).

Na primeira ocasião foram elencadas as principais dificuldades em se fazer jornalismo através das ciências da natureza, e também foram destacados os atrativos do Portal Nossa Ciência, cujo foco é a divulgação científica e, ao final, realizou-se o sorteio de um livro entre os presentes no minicurso. A visita técnica à Comunica levou os visitantes a conhecer os novos aparelhos de mídia e os profissionais envolvidos (repórteres, estagiários, bolsistas, voluntários). Tal visita foi direcionada pelo superintendente de comunicação José Zilmar da Costa e Cézar Barros, professor do Departamento de Comunicação Social.

O período da tarde foi comtemplado por três oficinas e um minicurso. A violação dos direitos humanos nos programas policiais: como e porque denunciar, foi tema da oficina apresentada por Aline Lucena. Na oportunidade, foram explanados temas ligados aos direitos humanos universais e as legislações específicas da América Latina e do Brasil. Com relação aos programas policiais, Aline analisou os nove indicadores de violação cometida por tais produtos midiáticos, entre eles: incitação ao crime e à violência; exposição indevida da pessoa e violação do direito ao silêncio.

Ainda nas oficinas, Ivan Cabral foi o responsável pela A charge nos jornais, aonde realizou explicações importantes sobre o tema, através de diversos exemplos de charges publicadas em jornais. Além disso, fez observações referentes ao humor crítico e à necessidade de originalidade que envolve o gênero jornalístico.

Três youtubers também marcaram presença à tarde. Carla Menezes (Livro e Pipoca), Mickaelly Raiane (Amarelo Queimado), e Vinícius Castro (Cristão Diferentão) foram os responsáveis pela oficina Ser youtuber – 1ª edição. Eles deram dicas valiosas de como iniciar e desenvolver com êxito um canal no YouTube, além de informações técnicas sobre sonoplastia, iluminação e marketing. Eles disseram ser iniciantes no ramo, mas estavam mais para profissionais, tanto é que a quantidade do público ultrapassou o esperado.

Foto: Lucas Cortez
A reportagem no telejornalismo foi a temática do minicurso ministrado pelos colaboradores da TV Ponta Negra Margot Ferreira, Victor Ferreira e Arimar Martins. Em torno de uma sala com todas as cadeiras ocupadas, os três trataram de maneira descontraída os desafios da reportagem para a televisão e a ligação entre o jornalismo e as novas mídias, trazendo entre as explicações exemplos práticos através de vídeos. Também houve um extenso momento para perguntas e discussões com a plateia. Ao final, profissionais da TV Ponta Negra fizeram uma matéria sobre a 1ª Semana de Jornalismo da UFRN.

Já a mostra de documentários da quarta-feira ficou por conta da produção Filhos do Axé, dirigido por um time composto por André Santos, Bárbara Freire – também responsável pelo roteiro –, Luana Tayze e Raphael Dumaresq, e por Frutos do Morro, dirigido e roteirizado por Eldelany Soares.

Além disso, houve a mesa redonda Novos formatos e novas linguagens do jornalismo (tema central da 1ª Semana de Jornalismo da UFRN). Taciana Burgos (UFRN) coordenou a mesa, destacando a importância de transformar a tecnologia em produtos e manifestações. Ela concluiu sua fala com uma inquietação: “Será que estamos preparados?”.

Foto: Filipe Cabral.
Fernando Firmino (UFPB) deu seguimento às apresentações, focando nas evoluções tecnológicas que atualmente rodeiam o jornalismo. “Devemos aproveitar os novos formatos e novas linguagens”, disse ele, “e ao mesmo tempo alguns formatos morrem rapidamente”, finalizou.

Através do exemplo prático com o jornal El País, Willian Robson (UFSC), fez observações referentes a mudanças realizadas no referido jornal com o advento das plataformas digitais de informação. Também ressaltou a desestruturação das redações com os novos formatos.

Por fim, Esdras Marchezan (UERN), impulsionou os estudantes e jornalistas através de um discurso motivador. Ele descartou a premissa de que o jornalismo está chegando ao fim. Para ele “O jornalismo não está acabando nem vai acabar”, tanto que o dever do jornalista é utilizar a modernidade para contar boas histórias. “Jornalismo é a construção do mundo em notícias”.

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