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Sacos de lixo estacionam no prédio de ECT

As sacolas plásticas são abandonados no estacionamento, causando desconforto e incômodo

Por Marco Veppo

Sacolas de lixo no estacionamento do prédio de ECT. Foto: Marco Veppo/Caderno de Pauta

Cheiro podre, materiais descartáveis e moscas no ar estão se acumulando no estacionamento do prédio da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), na UFRN. Segundo relatos dos estudantes, o lixo é jogado ali todos os dias sem nenhum cuidado específico com o solo e sem um depósito adequado. 

O estudante de C&T Guilherme César, 26, conta que estaciona seu carro ao lado do lixo quase todos os dias; ele acredita que o problema existe há pouco mais de um semestre. Infelizmente, o entrevistado estava errado. 

Segundo um funcionário da Servite, empresa de limpeza do prédio, o lixo é depositado ali há mais de sete anos. Quando questionado sobre qual local seria o apropriado para descartar os resíduos, o trabalhador não sabia responder. 

Funcionários da Servite jogando o lixo no estacionamento. Foto: Marco Veppo/Caderno de Pauta

Em entrevista, o secretário da ECT, Gyovanny Teixeira, 32, conta que os materiais são jogados ali ao longo do dia e, normalmente, os carros de lixo da Superintendência de Infraestrutura os recolhem. Normalmente porque “com frequência os carros estão quebrados”. Teixeira diz, ainda, que passam-se três, quatro dias ou até semanas sem a coleta. Ele também não sabe informar qual o local apropriado para depositar o lixo diário. 

A Superintendência de Infraestrutura, por meio do Diretor de Meio Ambiente e Engenheiro Civil, Hérberte Hálamo, 39, informa que há sim um local apropriado para o depósito. Ele se encontra a alguns metros do prédio de ECT, em uma caçamba na frente do Laboratório de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental da UFRN (LARHISA). 

Herbert conta que a Superintendência de Infraestrutura não é responsável pelos funcionários da Servite, e os encarregados deles são os administradores de C&T. Ele também confirmou que os carros de lixos estavam quebrados, mas já foi comprado um novo.

Imagem vista de cima. O círculo vermelho corresponde ao lixo no estacionamento e o verde o local apropriado para o descarte dos resíduos. Foto: Google Earth

Enquanto o problema não é solucionado, alunos como Guilherme César continuam estacionando e frequentando um ambiente poluído que não condiz com uma Universidade Federal.

4 comentários:

  1. Um absurdo isso! Na própria universidade que possue vários projetos sustentáveis acontece uma coisa dessas

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  2. Parabéns para o jornalista que escreveu isso, normalmente não dão atenção a esses assuntos!

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  3. Matéria incrível!! Assuntos como esse são muito importantes e pouco comentados!! Um incômodo diário para alunos e um caos para o futuro do planeta. Parabéns ����

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  4. Fico lisonjeado em ter algum ser que realmente dê visibilidade a problemáticas como esta, nossa universidade vive um verdadeiro paradoroxo quanto ao destinamento dos resíduos sólidos. Todavia, graças a essa majestosa reportagem, agora de fato, conseguiremos combater este entrave no ambiente universitário e nos tornarmos livres de doenças infectocontagiosas atraída por um falta de logística adequada ao lixo!!

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