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II Semana de Jornalismo encerra sua programação com oficinas e mesa-redonda sobre Fake News

Por Francisca Pires, L. G. Sousa, Marcelha Pereira, Renata Duarte e Tainah Lucena 

O último dia da II Semana de Jornalismo aconteceu nesta sexta-feira (25). As atividades começaram às 13h com a continuidade da oficina de Jornalismo investigativo: métodos e técnicas de investigação jornalística nos meios digitais, ministrada por Daniel Dantas Lemos. Na terceira parte da oficina os alunos receberam orientações de análise do discurso e análise de conteúdo para produção de uma reportagem interpretativa com base nos dados da operação “Dama de espadas" lidos no dia anterior. Os participantes ajudaram destacando os principais pontos dos documentos analisados a fim de apurar os detalhes ainda não divulgados e, por fim, a produção iniciou.

Oficina de Jornalismo Investigativo. Foto: Beatriz Navarro/Semana de Jornalismo UFRN

Ao mesmo tempo que ocorriam as atividades relacionadas à oficina de Jornalismo Investigativo, aconteceu também, na sala 4 do Decom, a oficina de Agitação e Propaganda, que foi orientada pela publicitária Luisa Medeiros, participante do Levante Popular da Juventude. Dentre as atividades, foram tratados de problemas como a forma que os interesses empresariais influenciam na mídia. Dessa forma, foram analisadas capas de revistas e jornais como o Agora RN e Veja. Também foi falado da importância de meios de comunicação comunitários como os das rádios do MST.

Oficina de Agitação e Propaganda. Foto: Manoel Ataide/Semana de Jornalismo UFRN

Às 15h, aconteceu a segunda parte do minicurso O processo criativo na fotografia: entre o documental e a arte contemporânea, sob a orientação de Alexandre Ferreira. Retomando o que ele apresentou na quinta-feira (24), os participantes tiveram a oportunidade de apresentar na sala as experiências pessoais com a fotografia e projetos que já fizeram. 

Foram três apresentações e cada um falou sobre técnicas para uma boa história a partir da fotografia e o que as experiências trouxeram de aprendizado. Houve ainda um momento de perguntas e curiosidades de como os fotógrafos e fotógrafas apuraram as imagens, quais foram os motivos e o que cada pessoa pôde aprender durante o processo. Ao final, o professor mostrou uma apresentação de fotos autorais e onde foram expostas.

Minicurso O processo criativo na fotografia. Foto: Marcelha Pereira/Semana de Jornalismo UFRN

Também às 15h, como nos dias anteriores, algumas oficinas inéditas foram apresentadas e despertaram o interesse do público, majoritariamente composto pelos estudantes de comunicação. Uma delas foi ministrada por Marina Cardoso e tinha como tema o Jornalismo além das fronteiras: Como se preparar para o mercado de trabalho com experiências fora do RN

Durante a oficina, Marina apresentou, a partir de alguns questionamentos feitos ao público, alguns direcionamentos para quem deseja atuar no mercado de trabalho. Foram mostradas as experiências acadêmicas e profissionais vividas por ela, programas para iniciantes em grandes jornais, congressos nacionais para cada subárea do ramo, além de dicas para melhorar as apurações e produções de pautas.

Oficina Jornalismo além das fronteiras. Foto: Germano Freitas/Semana de Jornalismo UFRN

Pra encerrar a segunda edição da Semana de Jornalismo, tivemos a mesa-redonda “Fake News e a Era da pós-verdade”, com os jornalistas Ricardo Araújo (Tribuna do Norte), João Victor Leal (Agência Saiba Mais) e o professor e filósofo Eduardo Pellejero (Departamento de Filosofia da UFRN). A mesa foi mediada pela jornalista e professora Socorro Veloso (DECOM). 

Ricardo Araújo e João Victor Leal, trouxeram para o debate suas respectivas experiências dentro do jornalismo, métodos de apuração e os impactos causados pela veiculação de uma notícia falsa. Araújo alertou principalmente sobre a importância da leitura na profissão, como forma de adquirir conhecimento e senso crítico, na hora de julgar a veracidade ou não de uma informação. 

Por fim, o filósofo Eduardo Pellejero trouxe três conceitos de verdade, complementando as falas anteriores: “verdade como oposto do falso”, “a diferença entre verdade e o que é verdadeiro” e a “verdade como distinção de algo oculto”. Especificamente sobre as notícias falsas, Pellejero afirmou: “as fake news não são apenas falsas, se trata do fato de quem as criou saber que são falsas”. 

Mesa-redonda sobre Fake News. Foto: Letícia Leite/Semana de Jornalismo UFRN

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