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Segundo dia da II Semana de Jornalismo traz continuação de oficinas e sarau literário

Por Ana Flávia Sanção, Isabelly Queiroz, Marcelha Pereira, PH Dias e Renata Duarte

Oficina de Jornalismo Investigativo. Foto: Sthefanny Ariane/Semana de Jornalismo UFRN

O segundo dia da II Semana de Jornalismo começou ontem, quinta-feira (24), com a continuação de algumas oficinas, assim como abriu espaço para novas, sempre trazendo desafios ao público. Às 13h, continuando com sua segunda parte, a oficina de Jornalismo Investigativo: métodos e técnicas de investigação jornalística nos meios digitais, ministrada pelo professor Daniel Dantas Lemos, trouxe uma atividade prática aos seus alunos após abordar conceitos teóricos sobre o jornalismo investigativo no primeiro dia. 

Ela consistia na análise de documentos da operação “Dama de Espadas”, realizada pelo Ministério Público Estadual. A intenção é que, após a análise, os participantes produzam uma reportagem interpretativa sobre os dados estudados durante a terceira parte da oficina que acontece nesta sexta-feira (25). 

Foto: Manoel Ataide/Semana de Jornalismo UFRN
A segunda parte da oficina O Jornalismo e o Equilibrista ou o Texto Criativo na Corda Bamba, ministrada pela jornalista Thays Teixeira, abordou a importância de conhecer as histórias e como o contexto delas podem ser de extrema importância para o escritor. Buscar uma nova perspectiva, escrever de forma diferente, se arriscar, buscar ser puro e “ver como uma criança” são uns dos muitos elementos falados para construir um texto criativo. Porém, o que chamou atenção no segundo dia de oficina foi uma dinâmica inovadora. 

No centro da sala tinham CDs e envelopes em formato de “amarelinha”, o que deu ao momento cara de brincadeira de criança, até que oficineira pediu que as participantes escolhessem um CD e um envelope. De Erasmo Carlos a Exaltasamba, o desafio foi que as integrantes fizessem um editorial sobre as imagens de vaginas que tinham no envelope com base nos nomes das músicas que tinham nos CDs. A temática da dinâmica foi uma surpresa para todas e as colocou em uma corda bamba em que era preciso desfrutar da criatividade para produzir os seus textos. 

Foto: Maria Luiza Guimarães/Semana de Jornalismo UFRN

Também às 13h, aconteceu a oficina de Linguagem Fotográfica para Dispositivos Móveis, ministrada por Alice Andrade e Beatriz Paiva. Esclarecendo alguns conceitos básicos da fotografia, o objetivo foi mostrar que é possível criar ótimas fotos utilizando as técnicas certas, assim como o aplicativo para edição certo. Como forma de colocar o aprendizado em prática, as oficineiras convidaram o público a tirar as próprias fotos ao final da oficina.

Foto: Marcelha Pereira/Semana de Jornalismo UFRN
No segundo período de programação, às 15h, aconteceu o minicurso de Videorreportagens na web: formatos e técnicas, ministrada por Álvaro Miranda e Bruna Justa. O casal conversou com o público sobre experiências que vivenciam na TV Tribuna, técnicas e dicas de fotografia e de audiovisual, mostraram equipamentos e estimularam os participantes a produzirem o próprio conteúdo. 

Segundo eles, é impossível ser bom em tudo, mas é necessário para todos que fazem parte da área da comunicação terem noção de edição e produção de uma videorreportagem. O segredo é tentar e aprender com o erro, apenas se aventurando é possível chegar onde se quer. Álvaro e Bruna se colocaram como exemplo muitas vezes durante o minicurso para mostrar que é necessário buscar o conhecimento todos os dias.

Ao final do segundo dia, ocorreram as atividades culturais. Logo no início da noite, às 18h30, houve o lançamento do Projeto de Extensão “Telas e Textos” coordenado pela Professora Mirian Moema, com uma intervenção artística. O monólogo de Leandro Lima, sobre a atuação da mídia hegemônica no Brasil foi performado por Manoel Ataíde e emocionou a arquibancada do Departamento de Comunicação. 

O texto levantava reflexões sobre o posicionamento da mídia quanto à LGBTQfobia, à marginalização das periferias, hipersexualização da mulher, racismo, preconceitos sociais, ao sensacionalismo e à exploração dos sentimentos pessoais.

Intervenção Telas e Textos. Foto: Beatriz Navarro e Letícia Leite/Semana de Jornalismo UFRN

Em seguida, tivemos a presença do Sarau Insurgências Poéticas que trouxe música além da poesia. Em um clima descontraído, Marina Rabelo, Thiago Medeiros, Felipe Nunes e Gonzaga Neto recitaram poemas autorais e de autores potiguares. Os versos falavam de amor e a imaginação dos ouvintes fluía enquanto eram mencionados cenários conhecidos pelo público natalense, como a costa da Praia do Meio, o bairro Nova Natal e as linhas de ônibus 33 e 41. 

Entre as séries de poemas, Felipe Nunes cantou a música “Volta” de Johnny Hooker, além de outras canções que abordavam a resistência negra, a força da poesia e a necessidade de “tirá-las da gaveta”. A apresentação durou pouco mais de uma hora e encerrou as atividades do segundo dia da Semana de Jornalismo.

Sarau Insurgências Poéticas. Foto: Beatriz Navarro/Semana de Jornalismo UFRN

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