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Mídias Digitais para todos: o futuro da comunicação na GGCON

Por Paulo Prado 

Erika Zuza, Lilian Muneiro e André Torquato no painel GGtalk. (Foto: Paulo Prado/Caderno de Pauta)

A GGCON apresentou um dos temas mais importantes a serem debatidos no painel GGTalk: o futuro da comunicação e de seus profissionais. Os convidados Lilian Muneiro, Erika Zuza e André Torquato discorreram sobre o assunto e demonstraram que acreditam no desenvolvimento da profissão a partir da evolução tecnológica. 

“O futuro da comunicação é agora”, foram essas as palavras da palestrante Lilian Muneiro, professora e atual vice coordenadora do curso de Comunicação Social  Publicidade & Propaganda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ao ser indagada sobre qual seria o futuro da comunicação no Brasil. 

Com a capacidade de mutação constante, a comunicação social entra em um caminho sem volta. Agora, mais democrática do que nunca, ela não se concentra mais na velha forma (emissor – canal – receptor), existem “ruídos que interferem e influenciam nesta linha comunicacional”, afirma a professora. 

O interesse sobre o mundo da comunicação vem aumentando cada vez mais devido à grande necessidade de autopromoção em redes sociais e estímulos empreendedores. A comunicação agora não está concentrada apenas na figura do comunicólogo, ela se espalhou e se apoderou de todas as áreas, da medicina a engenharia. 

Esse novo cenário abre um espaço para que os consumidores tenham um grande poder de influência sob as marcas. Elas se encontram sob recorrente vigilância, não podendo haver espaço para erros. O uso pessoal também não deve fugir de cuidados, existe uma necessidade de conhecimento em como, quando e onde usar cada meio. Por isso, como explica a comunicóloga, o futuro da comunicação é imediatista, deve ser levada para a vida e utilizada com moderação, consciência e respeito. 

Erika Zuza, jornalista e professora, discorre sobre a importância da democratização comunicacional. Ela entende que a alta demanda de profissionais de outras áreas em busca de conselhos em Branding e Marketing para mídias digitais demonstra esse fator democrático e afirma que o futuro da comunicação está na prevenção da mutação, na busca por conhecimento. 

Outro tema bastante discutido no painel foi sobre o futuro do profissional de comunicação (jornalistas e publicitários) perante os parâmetros atuais, se um dia a tecnologia chegaria a substituí-los e se, consequentemente, as agências publicidade chegariam ao fim. As duas palestrantes acreditam que isso talvez nunca chegue a acontecer. Segundo elas, o futuro é comunicacional e que, ao contrário de extinguir, aumentará a demanda por profissionais especializados. Apesar do grande interesse na área, é muito importante entender que sempre haverá um “guia” que indique o caminho. 

André Torquato, publicitário e empreendedor, acredita que o fim das agências publicitárias é uma realidade ainda muito distante. De acordo com ele, “sempre haverá alguma empresa que ofereça seus serviços comunicacionais e que as agências não sobrevivem, mas se adaptam a realidade. Quanto a substituição do profissional pela tecnologia é uma realidade pouco provável pois a capacidade e criatividade humana é algo único que nenhuma máquina jamais conseguirá replicar”. 

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