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Leia Mulheres: grupo incentiva a leitura de obras escritas por mulheres

Clube realiza encontros mensalmente para discutir acerca de obras de autoras femininas e estimular debates

POR VANESSA ISLANY

No último sábado de maio, aconteceu mais um encontro do Leia Mulheres Natal. O grupo faz parte de uma iniciativa nacional, nascida em 2014, quando a escritora Joana Walsh propôs na internet o projeto, cujo objetivo é estimular a leitura e dar visibilidade às obras femininas, visto que o mercado editorial ainda é muito restrito às mulheres.

Na edição de maio, os participantes contaram com a presença de Regina Azevedo, jovem mulher potiguar e autora do livro da vez, Pirueta. O livro traz uma narrativa que perpassa as teorias sobre o que é o amor, os dilemas dos desejos carnais, os estigmas sociais, a família, a afetividade, o amadurecimento e o autoconhecimento.

Último encontro do clube Leia Mulheres, em Natal, onde foi discutido sobre o livro Pirueta (Foto: Vanessa Islany/Caderno de Pauta)

Contamos com uma conjuntura que, histórica e sistematicamente, silencia a produção literária feminina. A opressão patriarcal marca a vida das mulheres nas mais diferentes áreas e somos obrigadas a pensar alternativas para resistir e conquistar representação na esfera da literatura. Diante disso, a finalidade dos encontros vai além da simples leitura - torna possível criar uma esfera que traz à tona diversos debates contemporâneos, os quais ainda são pouco discutidos no cotidiano. Propiciar visibilidade a iniciativas como o Leia Mulheres é um importante meio de ampliação de voz e valorização da literatura feminina.

Realizados mensalmente, os encontros são abertos a quem se interessar. A obra a ser discutida em junho será “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”, cujo autora, Maya Angelou, relata sua vida difícil, enquanto explora a literatura como possibilidade de superação.

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